
Segunda-feira, manhã ensolarada. Priscila se preparava para ir ao colégio enquanto seu pai, sr. Roberto, a aguardava para levá-la. Enquanto esperava pela filha, seu pai conversava com sua mãe, srª. Patrícia, sobre o comportamento de Priscila ultimamente. Seus pais estavam achando que ela andava um pouco estressada, impaciente. E se perguntavam qual seria o problema, até que sua mãe palpitou que talvez ela estivesse precisando de um namorado para acabar com todo aquele mau humor. Seu pai ficou um pouco pensativo, pois conhecia o jeito da filha e isso o levou a pensar que talvez ela pudesse acabar escolhendo um pessoa que não o agradasse. Ele ficaria profundamente frustado se visse sua filhinha – que ele criara e educara com tanto carinho e sacrifício, escolhendo um rapzinho qualquer, pobretão. Mas, por fim, ele concordou e ficou de falar sobre o assunto com sua filha enquanto a levava para escola. Logo Priscila ficou pronta e chamou seu pai para levá-la. Já dentro do carro e a caminho da escola ele tocou no assunto com Priscila dizendo que talvez ela estivesse precisando de um namorado e, para surpresa do pai, ela disse que talvez ele tivesse razão. Quando chegou no colégio, ela se despediu de seu pai e entrou. Seu pai retornou para casa e quando chegou lá disse para srª Patrícia que já havia falado com a filha a respeito da conversa que os dois tiveram antes de ele levá-la ao colégio. Passadas algumas horas, Priscila ligou para seu pai pedindo que ele fosse buscá-la, pois ela sairia mais cedo do que o normal. Depois de alguns instantes seu pai chegou ao colégio e a apanhou. A caminho de casa, ele falava qual seria o tipo de genro que ele e Patrícia adorariam ter. Ele só falava sobre rapazes com dinheiro, que tivessem uma boa família e uma ótima formação. Acontece que Priscila não pensava da mesma forma que seu pai por isso ela não deu muita atenção. Quando chegaram em casa, ela correu pro seu quarto e tomou um belo banho, colocou uma roupa esportiva e desceu para caminhar pelo condomínio. Depois de dar algumas voltas ela percebeu que estava sendo observada por um rapaz, então ela foi até ele e lhe perguntou o porquê de ele observá-la. Ele então lhe respondeu que observá-la não era a palavra certa, pois, na verdade, ele estava admirando sua beleza. Nesse momento, ela ficou muito sem graça, porém sorriu e disse seu nome ao rapaz. Diego se apresentou e eles conversaram durante muito tempo. A conversa revelou que Diego era um rapaz simples, humilde, que trabalhava como zelador no prédio em que Priscila morava. Ela olhava para o rapaz e não conseguia ver o zelador do prédio. Como nunca o havia percebido? Soube, então, que ele estava há poucos dias no emprego. Priscila sorria e se detinha naqueles olhos luminosos de Diego. Para continuar a conversa, perguntou se ele gostava do trabalho. Sorrindo tanto quanto Priscila, Diego disse que era um pouco cansativo, mas que lhe rendia um bom dinheiro no final de cada mês. Ele conseguia pagar algumas contas e comprar algumas coisas pra ele. Por um instante, nenhum dos dois pensou em falar alguma. Um silêncio inquieto se misturou entre eles, um preso aos olhos do outro. Priscila quase imaginou que estava sonhando... mas o descompasso de seu coração deu a ela a certeza de que ela estava viva. Vivíssima! Sem saber mais o que dizer, Priscila acabou falando a primeira coisa que lhe veio à cabeça: perguntou se ele estaria livre no sábado para que pudessem sair para se conhecerem melhor. Mal acabara de falar e já se arrependia. Como pode fazer um convite desse? E se ele recusasse? E se ele aceitasse??? Mas Diego não perdeu tempo e disse que estaria livre sim e que adoraria sair com ela. Combinaram então: às 20:00. Despediram-se desajeitadamente. Não sabiam se apertavam as mãos ou se simplesmente saíam, um para cada lado ou ainda se... A indecisão fez com que Priscila percebesse que ele já estava quase indo embora ela não sabia sua idade. Perguntou e Diego disse que tinha 22 anos . E ela? Ela tinha 17. Foram andando em silêncio. Um ao lado do outro, as mãos se tocando levemente conforme andavam. Ele permaneceu na entrada do prédio e ela seguiu até os elevadores. O tempo parecia ter parado. O olhar de Diego e o som da sua voz acompanharam Priscila durante toda a noite. Na cama, a cabeça afundada no travesseiro, imaginava se ele estaria pensando nela. (Gurpo 1: Amanda Ariane, Juliana e Hannah)

Um comentário:
passando por aqui para dizer...
que estar sendo muito bom a professora CIDA estar fazendo isso com nossa turma para que possamos estar mas unidos,apesar de ter avido uma discusao, mas depois tudo voltou al normal. e tbm disser que a historia estar muito boa e com certeza vai ter mais.
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