
No dia seguinte, Priscila levantou com um ar meio pensativo ... estava pensando em Diego, se arrumou normalmente e seu pai a levou pra escola, chegando lá saiu correndo em direção a suas amigas dizendo que tinha uma super novidade, que achava que tinha encontrado o menino dos seus sonhos... A manhã passa e ela nem nota. Só pensa em voltar o mais rápido possível para casa, na esperança de ver Diego novamente. Percorreu o trajeto até em casa em silêncio. Quando desce do carro de seu pai, ela dá de cara com Diego. Meio sem graça, não sabia o que fazer... se sorria pra ele, se dava um tchau... decidiu ficar só num sorrisinho leve e subir pra casa. Mais tarde, sua mãe pediu pra ela ir à padaria. Priscila estranhou o pedido, afinal a mãe poderia telefonar e pedir... tudo hoje em dia se entrega em domicílio... mas nem questionou, foi logo se olhando no espelho, arrumando os cabelos e passando um batom. Ao passar pela portaria, Diego a chamou e ela se aproximou. Eles se cumprimentaram com um simples "oi", mas a conversa foi rendendo. Priscila se esqueceu da vida, naquele momento, só a conversa de Diego interessava. Esqueceu-se da padaria, esqueceu-se da mãe e durante horas ficou conversando com Diego. Depois de tanto tempo, a mãe já procurava por ela. Priscila deixou de atender a 2 ligações da mãe e desligou o celular. Não demorou para que a mãe de Priscila começasse a procurar a filha e acabou surpreendendo os dois num cantinho da portaria conversando. Nada poderia justificar seu comportamento. A mãe de Priscila não quis saber o que estava acontecendo, o porquê de Priscila não ter ido à padaria. Simplesmente a chamou e ela teve que subir. Priscila não sabia ao certo como agir. Estava completamente sem graça pelo flagrante que a mãe dera nos dois. Mas, pensando bem, o quê a mãe tinha visto? Nada. Estavam só conversando! Também, ainda não sabia direito como agir com aquele rapaz... virou-se e acenou timidamente, despedindo-se de Diego. Mesmo sem entender o que estava acontecendo, a verdade é que Priscila não parava de pensar em Diego. Por um breve instante passou pela cabeça da Priscila uma insegurança... estaria se apaixonando?
A proximidade da paixão tirou Priscila de seus sonhos. Catou seus livros, programou estudar para um teste... mas as horas se passavam e a única coisa que ocupava sua mente era a figura doce e envolvente de Diego. Não conseguia se controlar... Verificou o visual mais uma vez e tentando disfarçar o nervosismo falou:
- Mãe, vou dar uma chegadinha na casa da Manu, valeu? – e nem esperou resposta. Quando a mãe pensou em responder alguma coisa, Priscila já havia batido a porta e, na sorte, entrado rapidamente no elevador.
Diante do espelho, endireitava a franja, olhava a roupa, esfregava as mãos... Nunca tinha dado uma desculpa mais esfarrapada em casa... Mas ela precisava ver Diego novamente. Saiu bem devagar do elevador e buscou com os olhos o objeto de seu desejo. Diego estava de pé e parecia igualmente inquieto. Aproximaram-se lentamente um do outro. Mas não havia nada a ser dito... Diego ainda tentou iniciar uma conversa, pedindo o número do telefone de Priscila, mas em seguida, o silêncio voltou a envolver os dois jovens.
Num momento que parecia durar por toda a eternidade, Diego se aproximou de Priscila e segurou-lhe mão... acariciou os dedos, num gesto singelo. Paralisada, Priscila mal podia crer no que estava acontecendo. Diego se aproximava e o beijo foi inevitável... o beijo pelo qual Priscila esperara... um beijo suave, repleto de emoção e desejo. Priscila não conseguiu falar mais nada... estava saboreando seu primeiro beijo e queria todas essas emoções guardadas para o resto de sua vida... Um olhar penetrante encerrou o encontro dos dois e Priscila subiu para seu apartamento cantando de alegria. Entrou em casa derramando felicidade e sua mãe logo quis saber o que estava acontecendo.
- Qual o motivo de tanta alegria?
Priscila, meio sem saber o que responder, disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça.
-Ah mãe, você nem pode imaginar a roupa que a Manu comprou... um show, parece roupa de novela, mãe. Muito linda
A mãe olhou para a filha sem compreender, mas fingiu que acreditou. Manuela foi para o quarto e se trancou com suas doces recordações.
Durante a semana eles ficaram se encontrando à noite no térreo do condomínio. Os pais de Priscila não sabiam o motivo de tanta alegria e se perguntavam para onde tinha ido o mau humor da filha. O pai brincava com a menina:
- Você está muito diferente, menina... conta pra gente o que está acontecendo...
- Ah... não é nada não...
- ‘Tá brincando? Você já não é mesma garota. Olha só sorriso... e o astral? Sempre lá em cima agora... Se não tem um motivo, deve ter sido um milagre então...
- Ué, pai, você não disse que eu precisava arranjar um namorado? Pois é, eu arrumei um paquerinha.
- E quem é o moço? Não vamos conhecê-lo?
- Ah... ainda ta muito cedo... é um carinha novo lá do colégio. Não se preocupem que ele é super gente boa...
Se ela dizia que era um garoto novo do colégio, então os pais dela não preocuparam, Se era do colégio dela era um garoto que tinha dinheiro, família tradicional, boa índole. Ficaram felizes com a escolha da filha e se tranqüilizaram com tantas mudanças.
Priscila havia mentido de propósito. Sabia que seus pais jamais aceitariam seu namoro com Diego... Na verdade, não se tratava especificamente do Diego. Seus pais não poderiam aceitar a situação dele, sua condição social. Não importava aos pais que o rapaz fosse honesto, bom caráter. Falava mais alto e primeiro o status social. Mas Priscila não queria pensar nisso agora. Tinha que se preparar para o encontro.
Chegou então o grande dia... sábado, 20:00h. Priscila estava toda linda e ansiosa. Pronta para se encontrar com seu amado. Para conseguir sair de casa, disse aos pais que sairia com o" tal garoto do colégio". Mas sua companhia era Diego. O encontro foi perfeito. Uma noite maravilhosa que ela guardaria na memória para toda vida. Dentro de seu peito muitas emoções ainda pulavam... o calor do beijo de Diego, o brilho de seus olhos, a doçura de suas palavras. Sabia que estava cada vez mais apaixonada por ele.
Neste noite, ela dormiu pensando em tudo o que acontecera e chegou à conclusão que não poderia mais esconder seu romance com o zelador. Era uma situação muito difícil para todos... mas era preciso esclarecer tudo. Os pais acabariam sabendo de qualquer maneira e aí o problema seria muito maior. Estava decido: ela contaria a seus pais a verdade sobre o garoto. Priscila sabia que seria difícil, mas estava contando com o apoio de Diego.
No dia seguinte contou a Diego sobre sua decisão e perguntou se ele concordava ir até a casa dela para falar com seus pais. O rapaz concordou e combinou que às 14:00h ele estaria lá. Priscila misturava alegria e medo, pois sabia que não seria nada fácil. Em casa avisou aos pais que seu namorado estaria lá para conhecê-los. Tentou falar mais alguma coisa para preparar o ambiente, mas seus pais estavam muito ocupados para ouvi-la.
. Diego chegou pontualmente às 14:00h. Bate à porta e o pai atende
- Ora, o que está fazendo aqui Senhor Zelador?
Priscila ouve e vai até a porta e diz ao seu pai:
- Esse não é só o zelador, papai, é também meu namorado!
O pai de Priscila nem tenta disfarçar o incômodo, responde logo com ar irritado.
- Não pode ser minha filha, não era esse tipo de namorado que eu queria pra você! Como você pode se interessar por um zelador?
Priscila se defende
- Olha, pai, eu estou disposta enfrentar tudo, inclusive você e a mamãe para ficar com Diego.
Diego se aproxima, abraça Priscila e fala com firmeza.
- Eu estou apaixonado pela Priscila e farei o que for preciso para ficarmos juntos.
Os pais de Priscila perceberam que não adiantaria insistir. Pelo menos, não naquele momento. Muito contrariado, Roberto reafirma sua opinião: não queria um namoro desse tipo, que nunca sonhou ver a filha ao lado de um sujeito como Diego. Mas já que não tinha jeito iriam tolerar a situação. Mas que ninguém se enganasse: eles eram contra e continuariam sendo totalmente contra o namoro e que fariam o que pudessem para que eles se separassem.
A conversa acabou exatamente aí. Os pais de Priscila se retiram da sala e deixaram os dois sozinhos. Priscila e Diego se abraçaram e saíram.
Na segunda feira quando chegou ao colégio, Priscila contou tudo para suas amigas que também não gostaram muito, mas... Priscila não estava nem um pouco interessada na opinião dos outros. Ela estava era apaixonada por Diego e não se importava com o que os outros diziam. Queria viver essa paixão. E isso estava começando a ficar mais difícil.
Como os pais de Priscila não aceitaram seu namoro com Diego, proibiram que eles saíssem juntos. Priscila era controlada todo o tempo. Sua mãe vigiava seus telefonemas e ela não conseguia mais se encontrar com Diego na portaria. A vida estava se transformando num inferno sem Diego. Eles mal se falavam, mal se viam. E Priscila queria um namorado de verdade, com quem pudesse sair de mãos dadas e passear.
Inconformada com a atitude de seus pais, Priscila chegou à conclusão que eles teriam que se encontrar escondido. Ela não queria que fosse assim, mas não havia jeito de convencer os pais a agirem de outra maneira.
Fizeram assim: a cada semana combinavam os dias e os horários mais convenientes. Numa semana, Priscila matava o inglês, na outra, era Diego que saía mais cedo e assim foram levando. Comemoraram de forma especial o primeiro mês de namoro. E assim continuaram apaixonados e loucos. Aproximava-se o aniversário de 5 meses de namoro. Eles marcaram uma comemoração especial. Justamente nesse dia, Diego não apareceu. Priscila ficou à sua espera por varias horas e nada de Diego aparecer. Priscila ficou triste e chegou em casa super chateada com o que houve. Tentou telefonar para a casa de Diego e ele não estava lá para atender seu telefonema. Tentou se comunicar de várias formas e nada. Diego não tinha celular assim Priscila tentou falar com amigos e vizinhos durante vários dias e nada de noticias de seu amado. Ele também não aparecera mais no condomínio e ela não sabia o que estava acontecendo. Não queria mais comer... não queria mais estudar... nada mais valia a pena longe de Diego. Priscila começou a entrar em depressão pensando no que poderia ter acontecido com seu amor.
Passadas algumas semanas começou a ficar desiludida, pois acabou chegando à conclusão que Diego a tinha abandonado. Muito triste e depressiva, sem coragem para enfrentar o mundo, achando que nunca iria encontrar uma pessoa que a amasse tanto como Diego, Priscila começou a pensar na possibilidade de entrar para um convento. Não queria mais amar ninguém além de Diego.
(Grupo 2 Kelma, Loane, Jássica Santos, Helen Nunes, Karen Rodrigues, Helen Nunes, Michele)